Ironia acreditar que iria durar. Que você realmente me amava. Fui tão sincera. Tão sincera que acreditei na sua sinceridade. Tão ingênua que te amei com todas as forças. Com todo o corpo e com todas as palavras que conheço. Te deixei me fazer, me reconstruir, me amar. Fui envolvida por cada sorriso seu, sorriso falso. Fiquei louca com cada história que você me contou. Descobri várias vezes um gosto diferente de beijo que você me dava. Te senti tantas vezes no meu colo. Te peguei em cada pranto de choro, ali, tão sozinho. Tão menino. Meu menino. Não me esqueço das vezes em que brincávamos. Relacionamento infantil. Relacionamento hipócrita. Sua respiração sempre controlada do outro lado da linha. Esperando uma resposta minha. Jogando todas as culpas e cúmplices contra mim. Te amei. Contei cada segundo, só pra te ver. Fora os momentos em que te espiava trocar de roupa. Te observava chegar em casa todo suado, cansado, sorrindo. Sempre sorrindo. Sorriso falso. Todos os nossos amigos apostavam que eu iria terminar. Os boatos eram de que eu não te amava e provavelmente não ficaria só com você. Eles eram tão imaturos a ponto de acreditarem que você não me merecia. Foi improviso. Impacto. Não há palavras que descrevam a cena. O momento. A hora. O dia. A sua vitória. Caí no seu jogo. Caí de jeito. Surpreendida. Você quem me deixou de escanteio. Hoje posso rir de como fui idiota por simplismente acreditar e do quanto você foi idiota por ter me deixado. Eles tinham toda razão. Sou DEMAIS pra você, meu caro.
Escrito em 28.07.2008
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