Definir o engraçado é relativamente divertido quando o assunto é destino. Nesses últimos dias, me pego rindo com os meus suspiros ao lembrar você, e aí o engraçado começa a fazer parte da minha rotina, desde quando ouço aquela música, aquela... Do Bob Marley, lembra? Até o momento em que sinto o seu cheiro colado em mim, como feitiçaria. E o toque das suas mãos nas minhas costas invade meu coração e domina, de novo, os meus sentidos.É ironia acreditar que mais uma vez você está comigo, e mais uma vez não está.É ironia analisar nossa semelhança, e como no fundo não nos parecemos. O que mais quero é você por perto, e o que mais quer? O hálito quente da sua boca, com gosto novo de coisa antiga, me renova por dentro e impregna mais que as minhas tatuagens. Incrível como o mesmo menino orgulhoso direciona o meu olhar e passa a ser o homem da minha vida. Eufemismos à parte, ninguém nunca me tocou com o seu toque, me beijou com o seu beijo, me olhou com os seus olhos e me amou com sua alma. Já que ninguém nunca será o quanto você é e nem ao menos terá o quanto você tem. Por você, não iria longe, não é possível ir mais longe do que já estou. Arriscando todas as palavras alheias e todos os conselhos. Esquecendo todos os detalhes frustrantes do seu passado complicado e me entregando como uma menina, nos seus braços, mais uma vez. Ouvindo aquela, aquela música. Adoro o seu corpo simetricamente perfeito e adoro, ainda mais, seu corpo em mim. Adoro seu tamanho desproporcional aos outros e ideal à minha boca. E se há algo em você que não admiro é o fato de não entender qual o problema comigo quando estou do seu lado. Problema esdrúxulo que me deixa boba, sorrindo à toa, como uma louca apaixonada. Nós trememos juntos. Trememos de atração, de prazer. Tememos o tremer do medo. Medo de mais uma vez a vida nos pregar uma peça e de, mais uma vez, esse destino (tão hipócrita) nos separar. E quando você diz estar escrito nas estrelas, acredito. Não por ainda ter aquela ingenuidade de menina, mas por saber que, de uma maneira ou de outra, estarei sempre na sua cabeça. Se não estiver, deixo de acreditar em todas as outras teorias e em toda minha história. Seria injustiça demais que você não me amasse o tanto quanto te amo, já que nem durante os meus sonhos você me deixa em paz. E é esse tormento, essa aflição, essa ansiedade, essa saudade que quero sentir. Quero chorar todos os dias pelo medo de te perder. Quando estivermos enfim, inexplicavelmente, juntos, daremos gargalhadas das tantas lágrimas e receios que esse destino nos impôs. Esse destino,embora embaraçoso e lento, é o mesmo que diz pro meu coração esperá-lo. Ouvindo aquela, aquela música... Do Bob Marley, lembra?
Escrita em 08.09.2009
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