Em tempos perdidos, dias melhores
num mundo que não me distrai
tento atônita encontrar a lembrança
no olhar da criança que já não tem paz
da vida que ia e vinha
do vinho que se bebia
apenas matou-se a sede da agonia
no frenesi da hipocrisia de quem um dia citou o amor.
e o que os meus olhos estão sentindo
na perplexidade da guerra
de dependência do 'ter'
são menos sorrisos se abrindo
e falta de 'ser' na Terra
Escrito em 22.08.2009
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