À dádiva mais doce (afável em gotas de mel).
Dentre todos os desertos d’alma, o desacertado (carente) é o incapaz de estrugir a fluorescência “mãe”. Minha boca alcunha, o coração conjura, o olhar atenta, e as mãos agarram, numa força inimaginável, o carinho que transpõe o tempo e redefine a vida. Impossível mencionar quantas (infinitas) vezes meus pensamentos (e minhas saudades) chamaram por ela. Toda redundância é minudência, se comparada à proteção que abarrota o colo dela. E que tudo de mais belo deste mundo esteja na medida de sua beleza ou, quando mais, que seja tão belo quanto as flores que esboçam seu sorriso. Assim que abri meus olhos, perdi o medo do que me era novo. Soube, desde o primeiro instante, que um anjo caminharia ao meu lado sempre em que eu sentisse medo. Assimilei o princípio de amar. E o meu choro (ou grito estridente da existência) relatou a sensação ao reconhecê-lo (o anjo) e fomentou a primeira de todas as (infinitas) vezes em que acolheu meus apelos apavorados e deu voz aos meus risos descascados de razão. Ela (“mãe”) é a única palavra que sintetiza o sentido de todas as outras palavras nas quais acredito. Se perguntarem-me (porventura) “quem sou”, responderei, abraçada pela paz de tê-la comigo: ela (tudo), pra ela (cada segundo), a ela (eternidade vislumbro), dela (em todas as (im)possibilidades, o mais sincero amor do mundo).
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