L.B.L

Hoje pela manhã me peguei pensando em como somos loucos e em como temos tudo para não dar certo. Percebi que em geral, todas as nossas conversas foram detalhes e risos jogados fora. Vez ou outra foram lamentações. Há pouco você me insinuou lhe procurar apenas nos momentos de necessidade, quando meu coração chora e não tenho outra pessoa a procurar. Hesitei em concordar. A gente normalmente tem mais de uma escolha, mais de um caminho, mais de uma pessoa, mais de um amor, mais de um amigo, mais de uma história... A gente normalmente tem mais de um caso ao acaso, mais de uma música , mais de um cachorro, mais de um gato, mais de um irmão... A gente normalmente tem uma saída que não seja aquela ou essa outra. Mas como eu não sou normal e como a razão é sempre sua, entendi que em geral, não há outra saída que não seja lhe procurar. O ápice do desejo diante dessa ilusão em que vivemos é o que almejo por todas as promessas que já foram feitas e palavras soltas, desnecessariamente necessárias. A loucura pela qual ainda lhe procuro, além da necessidade óbvia e da falta de opção, é a vontade que tenho de experimentar do seu vinho e encantar sua dança. Não há quem possa julgar o que se sente e nem tão pouco diferenciar. Amor. Paixão. Traição. Medo. Vontade. Não há quem possa limitar situações, impor escolhas, facilitar saídas. Não há quem entenda. A Lágrima. O Sorriso. O Beijo. E foi justamente pensando nessas coisas tolas da vida que entendi, definitivamente, que não tenho outra escolha, a não ser lhe procurar.

Escrito em 08.06.2009

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