Que o texto comece com o ponto que dá a falta e a falha para o tonto, já que o mesmo não entende a perspectiva de vida diante de uma encruzilhada que chamamos "tempo". E que do tempo se perca o momento e se interrompa a loucura da tentativa incessante de encontrar a cura pra patologia fétida de uma humanidade nua. Despida do clássico absoluto e, a esmo, sendo o arquétipo de produto. Somos fruto de um mercado exigente e que do ponto se faça gente e que a gente seja o produto. No controverso fetiche de felicidade, há aglutinação da maldade e da corrupção de valores. E que o ponto após a verdade apague os falsos rumores e nos arranque toda idade, já que velhice é o ponto da crueldade e da ausência de honestidade daqueles que falam em respeito. O ponto do buraco da vida é escorregar, até que se encontre a saída para todos os fins eloquentes. Já não adianta tentar decifrar o que somos agora. Não somos nada e temos tudo. Somos o mundo e a alma a fora. Tampouco pouco sabemos o que descobrir, que tão pouco descobrimos nada. E que o nada, depois do ponto, não seja o fim de uma parte vazia, não encontrada, da hipocrisia tão adorada dos falsos poetas e pseudoamantes. Por que de amor tanto se fala, se a boca cala quando o coração chora? Somos escravos de um monopólio de soberania. Enquanto uns choram, outros oram e pedem por sabedoria. E que o ponto da minha gramática seja a lição final da vida. Pois, no ponto em que me encontro, apenas revelo a identidade de um sonhador à procura de mim mesmo.
Escrito em 17.09.2009
Nenhum comentário:
Postar um comentário