Avante!
Vale ressaltar a honra de lutar por um ideário há muito tempo ignorado pela população do Brasil. Ontem, assistindo as manifestações, pude me orgulhar de todos nós (cidadãos). Sim, devemos encher a boca pra GRITAR nossa cidadania! Vi o povo clamando por seus direitos civis, políticos e sociais. Arrepiei-me devido à emoção do primeiro (de muitos) embates em face de um Estado corporativo. Pensei jamais presenciar reivindicações como esta, não no Brasil. E, graças à coragem e à garra brasileira, enganei-me. Aqui, não se discute somente entraves como a desigualdade gerada pela falta de oportunidades. Discute-se, fundamentalmente, a busca pelo reconhecimento de que somos diferentes e imploramos por respeito a essas diferenças e, ante a qualquer outro fato, busca-se (finalmente!) a efetivação da cidadania no país! É indubitavelmente impossível que haja democracia sem que prevaleça a liberdade individual; e paradoxalmente falho o sistema que iguala seus cidadãos perante a lei e, por meio de barreiras invisíveis, lhes nega direitos pra que consolidem o exercício de seu papel na sociedade. Gritem, protestem, vão às ruas! Tudo isto é direito fundamental previsto na Constituição Federal. No entanto, estejam preparados para lidar com policiais treinados em prol de uma classe dominante e a favor “do combate aos inimigos”. Sordidamente, desconhecem o real sentido de "proteger cidadãos". É preciso que tenhamos força intelectual para enfrentarmos resquícios do militarismo e uma tradição inquisitorial travada pela privatização do público e pelo raciocínio estapafúrdio que confunde "direito" e "privilégio". Há falta de conhecimento no que se refere à "coisa pública" e são poucos os que entendem, de fato, o que é ter direito de ir e vir, direito de se expressar, direito de crer ou não crer, direito à saúde, direito à moradia, direito à segurança, direito à educação etc. A solução não se encontra numa reforma política, mas numa reforma eruditamente coletiva em que pensemos um mundo novo e abracemos (com muito orgulho) tudo aquilo que é nosso! Um povo que não sabe o que lhe é de direito não tem o que é suficiente pra se sentir parte de uma nação! Este momento é enfático, já que ratifica a nossa percepção quanto a não-dependência do assistencialismo estatal! A organização social é imprescindível e é inevitável, também, que eliminemos o imaginário de que o "Estado é o pai de todos". Não se cansem e não se percam. Existe, SIM, uma causa e somos PROTAGONISTAS dela! O caminho é longo, embora não haja dúvidas de que a vitória já chegou. Afinal, CIDADÃOS, o Brasil, INABALAVELMENTE, acordou!
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