Desde de o dia em que te descobri fiquei me perguntando o que eu fazia que não havia me esbarrado por acaso em você. Quais foram os lugares errados que frequentei e os amores não-correspondidos pelos quais sofri sem precisão alguma. Bastou te olhar de longe, ali na sua, que me apeguei de uma maneira inexplicável a você e a como você sabe o que fazer comigo. A dose exata pra me envenenar e me deixar sonhando com o seu corpo colado ao meu. Seu jeito estupidamente grosso e arrogante mexe com a minha sensibillidade e me coloca cada vez mais próxima da sua boca, implorando por um beijo. Talvez seja essa minha mania atordoante de provar pra mim mesma que eu posso te ter e que de uma forma ou de outra você já é meu. Assim como eu sou sua e adoro ser. Você vai embora. Vai se esquecer por instantes que já teve meu cabelo espalhado pelo seu peito. Vai se esquecer por instantes que já teve meu cheiro impregnado no seu quarto e enquanto, incoscientemente, você vai esquecendo dos detalhes sórdidos e irrelevantes, vou me apegando ainda mais a eles e fazendo com que a saudade que tenho reflita em cada lágrima que derramarei. Continuo te esperando e te querendo. Pra ouvir sua voz de homem decidido ao telefone ou para fazer com que sua nuca se arrepie toda ao me beijar. Mesmo indo embora, o que até agora não entrou na minha cabeça, peço pra que seu coração continue batendo ao lembrar de mim e de como a gente se fez bem, mutuamente, mesmo que por pouco tempo. Porque o dia em que você entrar de novo na minha vida, não deixarei que você parta novamente.
Escrito em 27.07.2009
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